Ao contrario de todas as precedentes, a epístola aos Hebreus teve sua autenticidade posta em dúvida desde a antiguidade. Raramente se encontra sua canonicidade, mas a Igreja do Ocidente, até o fim do séc. IV, recusou-se atribuí-la a Paulo; e se a do Oriente aceitou o seu atributo, não foi sem fazer certas reservas no tocante da sua forma literária (Cemente de Alexandria, Orígenes). É que, com efeito, o estilo da escrita dessa carta é de uma pureza elegante que não pertence a Paulo. A maneira de citar e utilizar o AT não é a sua. Faltam aí o endereço e o preâmbulo com o qual ele costuma iniciar suas cartas.

O autor explica que a vida do fiel deve ser considerada como um êxodo continuo para uma pátria prometida (4:1-6) que não pode ser identificado com um lugar terrestre seja ele qual for (11:13; 13:14).

Assim, o autor conclui:

“    Olhando para Jesus autor e consumador da fé,o qual pelo gozo que lhe estava proposto suportou a cruz,desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.Considerai pois aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo,para que não enfraqueçais,desfalecendo em vosso ânimos."(Hebreus 12:2-3)