A Epístola de Tiago é uma das cartas do Novo Testamento, assim conhecidas porque foram escritas como cartas circulares, isto é, para serem lidas em várias igrejas, ao contrário das "Epístolas de Paulo" que eram endereçadas a igrejas específicas ou a determinados indivíduos.

Entretanto fica evidenciado pelo conteúdo da carta que o autor direciona seus conselhos aos cristãos judeus recém convertidos.

A Epístola de Tiago não foi originalmente confirmada como livro inspirado pela Igreja. Eusébio de Cesareia, no começo do século IV, afirma que ela ainda é contestada por alguns.

Durante a Reforma Protestante, alguns teólogos, como Martinho Lutero, argumentavam que a epístola não deveria integrar o Novo Testamento canônico, devido à aparente controvérsia entre a "justificação pelas obras", ali contida, e a "justificação pela fé" pregada nas cartas paulinas. Lutero via aí uma contradição com a doutrina da sola fide ("somente pela fé").

A aplicação simbólica do autor se refere provavelmente aos judeus que aceitaram Jesus como Messias e Salvador através da pregação do Evangelho. Tiago dirige sua epístola “às doze tribos dispersas entre as nações” (1:1). No contexto judaico, o termo “doze tribos” designa Israel em sua totalidade; O termo “dispersão” usado pode fazer alusão às primeiras perseguições sofridas pela Igreja que levaram os convertidos a Cristo a se espalharem por diversas regiões palestinas e extra-palestinas, em alusão a “entre as nações”. Além disso, Tiago, ao usar tal construção, poderia ter em mente todo “Israel Espiritual” que abrange os diversos fiéis a Cristo Jesus em diversas etnias, culturas, e regiões.