Tito era um cristão gentio, grego, que auxiliava no ministério de Paulo. Quando Paulo partiu de Antioquia da Síria para defender seu evangelho em Jerusalém, levou Tito com ele (Gl 2.1-3). Supõe-se que Tito teria trabalhado com Paulo em Éfeso durante sua terceira viagem missionária. De Éfeso Paulo o enviou para ajudar a igreja de Corinto (2 Co 2.12-13; 7.5-6; 8.6).

Nessa carta Paulo aconselha o jovem pastor a como proceder na escolha dos presbíteros. Paulo também enfatiza o modo de se tratar as pessoas de variadas faixas etárias na igreja. Por fim Paulo incentiva ao evangelista a ajudar as pessoas no sentido do comportamento cristão exemplar, exortando-o a se tornar um exemplo para os fiéis.

Essa carta, e as duas endereçadas a Timóteo, são conhecidas como Epísto­las pastorais. Tomás de Aquino, no ano de 1274, referindo-se a I Timóteo, escreveu: “Esta carta é, por assim dizer, uma lei pastoral que o apóstolo enviou a Timó­teo”. Nessas cartas a atenção é dirigida ao cuidado do rebanho de Deus, à administração da igreja e ao com­portamento nela. Embora as cartas tenham sido endereçadas a Timóteo e Tito e conte­nham orientações pessoais, elas foram clara­mente escritas para o benefício das igrejas associadas a eles.