A necessidade da encarnação

March 23, 2015

 

 

Reunião no Grupo de Orações - 01 de dezembro de 2009

 

Comentário:

Capítulo IV do Evangelho segundo o Espiritismo

- Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo

itens 25 e 26 - A necessidade da encarnação

 

Como nos ensina o Evangelho, pela voz dos Espíritos de Luz, a princípio todos nós somos feitos simples e ignorantes, onde recebemos a bênção divina de Nosso Pai, a semente do Amor, da Bondade, em nossos corações a fim de que reencontremos, como Ele prometera, Nosso Mestre Jesus, as moradas onde Deus nos concebeu. Um Deus justo, um Deus de bondade, um Deus de infinita misericórdia que reserva a cada um de nós os sentimentos de Amor, de Bondade e Misericórdia.

Mas, nós recebemos também o nosso livre arbítrio, decidindo pelas nossas escolhas, muitas vezes desviando dos deveres que Deus nos colocou, desviando do aprendizado, do amadurecimento que traz a evolução da Alma, do Espírito. Como consequência dos nossos atos, consequências de nossas atitudes mal pensadas, acumulamos débitos em nossos corações por se comprazer dos sentimentos de inferioridade, sentimento de orgulho, vaidade e egoísmo, buscando riquezas materiais, riquezas que não nos acompanharão nessa jornada.

A todos, Deus concede a oportunidade do melhoramento para que possamos fazer o uso do nosso livre arbítrio em favor do Bem, em favor da Bondade, a fim de encontrarmos nas Esferas Superiores a grande recompensa, vivendo entre os justos, vivendo entre os bons, vivendo entre os Espíritos fraternos.

Mas se todos nós colecionarmos em nossos corações as inferioridades acumuladas pelos anos, pelas reencarnações, pelas oportunidades que tivemos em passados tão recentes, necessitaremos, então, da espiação de nossas faltas, da purificação dos nossos corações, do embelezamento da Alma e do Espírito, não só em pensamentos, não só em orações, mas em atitudes de Amor e Bondade.

Por vezes, entregamo-nos ao sentimento do egoísmo, ao sentimento do orgulho, que nos cegam diante da Verdade, que nos cegam diante dos sentimentos fraternos, esquecendo que aqueles que estão ao nosso lado também são filhos de Deus, são nossos irmãos em Cristo, que também necessitam do nosso perdão, do nosso auxílio, pois o verdadeiro mundo, o verdadeiro Reino de Deus, a que Jesus nos convida é o mundo da Justiça, da Bondade. É onde aquele que tem muito, compartilha. Onde aquele que nada tem, por humildade, recebe. Unindo a todos num só sentimento de Amor e Compaixão. Onde aquele que semeia a Bondade, também colhe da Bondade. Onde aquele que é aliado da Justiça, viverá também entre os justos. É um mundo que construímos em nossos corações, em nossos pensamentos.

Dentre tantas reencarnações que temos vivido, muitas vezes esquecemos os nossos deveres, deixando exaltar dentro de nós os instintos animalescos que ainda nos dominam, dando ouvidos à maldade, à injúria, à perdição, à frieza e à indiferença. Se comprazendo com sentimentos de inferioridade, de prazeres carnais, que não nos trazem a evolução do Espírito, mas o afundamento de nossa própria Alma, levando-nos ao nosso próprio sofrimento.

E eis que retornamos à Terra, a esse berço que nos acolhe como escola da vida, concedendo-nos a oportunidade do engrandecimento, do aprendizado através das experiências, do aprendizado do perdão, convivendo também com os maus. Do aprendizado da elevação da Alma convivendo com os vaidosos. Uma escola da vida que nos fortalece nos sentimentos de Amor, concedendo-nos a oportunidade de conviver também com os ingratos. E eis o sacrifício a que Nosso Senhor Jesus Cristo, Mestre de todos os Mestres, Senhor de toda perfeição, nos demonstra pelos exemplos de amor e humildade. A caridade como caminho da nossa salvação. Sacrificando-se a fim de salvar toda a Humanidade com exemplos de amor e bondade. Reerguer a nós todos, levando sentimento de esperança aos aflitos.

Conhecedor das santas leis divinas, conhecedor do coração de todos nós, sabe que a necessidade de cada um, manifesta nos compromissos que adquirimos com os nossos familiares, com nossos entes queridos, com todos aqueles que dividimos momentos de trabalho, de alegria, de tristeza. São os espelhos da vida que nos ensinam sobre nossos atos, sobre nossas atitudes. É onde, muitas vezes, ferimos pelas palavras e sentimos o amargo no coração, o arrependimento. Mas quantos de nós não fugimos dos verdadeiros ensinamentos que a Vida nos concedeu, se revoltando, blasfemando contra a bondade divina. Quantos, então, não se regeneram através da própria dor, através do próprio sofrimento, reconhecendo que as consequências nada mais são que o resultado de nossa própria ignorância, de nossas próprias decisões, de nossas entregas, de nossas inferioridades.

Deus, em sua infinita bondade, sabe o que é melhor para cada um de nós. E para que busquemos a paz em nossos pensamentos, Deus sabe da necessidade da reparação de nossos erros, de conceder o perdão aos nossos algozes, aos nossos devedores, sabendo que todos nós, diante do Pai, não somos exclusivos, não somos privilegiados, somos iguais. Portanto, seremos perdoados conforme perdoarmos, seremos amados conforme amarmos. E se almejamos a felicidade, a paz, necessitaremos também conceder a todos. Não se colocando acima de ninguém, não se deixando levar por sentimentos de superioridade, por sentimentos de orgulho, porque todos nós, aos olhos de Deus, somos iguais. Distinguindo somente pelas virtudes, o que trazemos em nossos corações, colecionadas através do tempo, através do sofrimento, onde a Alma se regenera, onde a Alma encontra o refúgio da bondade divina. Exaltando dentro de nossos corações os sentimentos de amor e esperança, a esperança de uma vida futura, de uma vida melhor, sem sofrimentos. O que seria as encarnações durante toda a Eternidade?

Mas quantos de nós ainda se tornam retardatários pela própria ignorância, aceitando assim os compromissos na Terra como verdades de nosso coração. Quantos ainda não trazem os sentimentos de orgulho, a angústia, o sofrimento, o ódio, a vingança, desejando se comprazer com sentimentos de inferioridade, como se a bondade de Deus estivesse em meio a imundice dos homens.

Quantos preconceitos não levantamos em nossos corações através da desigualdade, através da incompreensão julgando-nos os donos da verdade.

Mas, mesmo assim, do alto dos Céus, o Sol nos ilumina, assim como a Luz de Deus que nos assiste, esperando em nossos momentos de orações, em nossos momentos de sinceridade elevar uma oração a Deus com arrependimento de nossas faltas, com a sinceridade em nosso coração a redimir de nossos erros, rogando pelo perdão a fim de encontrarmos forças para também perdoar.

No entanto, a vida na Terra, as reencarnações, serão necessárias para experienciarmos, vivenciarmos, para que possamos nos fortalecer na paciência, na perseverança, na redenção de nossos atos, no reconhecimento de nossas faltas. Roguemos a Deus pelas graças a que recebemos através do arrependimento de nossas faltas, porque as nossas consciências serão como juízes a nos acusar, impedindo que alcancemos a felicidade, a justiça divina, impedindo de nos tornarmos dignos diante de Deus. É a nossa consciência que falará sempre aos nossos corações, onde todos nós buscaremos o perdão de Deus e a oportunidade das reencarnações a fim de repararmos todas as nossas faltas, todo o mal que fizemos aos nossos irmãos. Obrigado Deus.

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